Este é um daqueles momentos de pausa nos estudos. Daqueles de que nem apetece sair!
Não me estava a sentir inspirada, mas apeteceu-me agarrar num pedaço de papel e numa caneta.
Este espaço é extremamente propício a isso.
Inevitavelmente faço uma avaliação de todos os acontecimentos desde que aqui cheguei. Não são lá muito satisfatórios, não me fazem sorrir, mas sorriu na mesma.
Olho à minha volta é tudo extremamente alegre, demasiado colorido. Tudo entra em contraste comigo. Todos querem contar as suas experiências, as suas vivências, todos gostam de falar de si!
Gosto de ouvi-los, partilhar dos seus momentos, esquecer-me de mim. Esquecer quem me esqueceu.
Depois entra pela porta aquela euforia, que trás as alegrias de mais um dia, chega o momento de perceber que não estou bem, mas que o problema é meu.
Depois vens tu falar-me de amor, que és capaz de tudo por ele.
Não sei o que é amor, mas escuto-te, assim já saberei quando o sentir.
De seguida, toca o telefone, e oiço uma voz calma e serena, tão diferente daquela cheia de dúvidas de tantas acusações.
Estarás com medo do que possa acontecer? Ou será a distância que aperta e magoa?
Mas só tu não ligas, só tu não dizes nada, e neste momento em que mais preciso de ti, viras-me as costas.
No momento em que admito que preciso de ajuda, em que um simples abraço bastava….